segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por um Brasil forte, justo e democrático


 A experiência do Conselhão vem demonstrando que a sociedade “concerta” no que diz respeito a uma agenda desenvolvimentista com equidade social e sustentabilidade ambiental, o que não é pouca coisa. São os esforços somados, entre governo e sociedade civil, para cumprir esta agenda que vem alavancando econômica e  socialmente o Brasil no último período, processo esse que o RS deve se integrar cada vez mais.
         Entre os eixos básicos dessa agenda de desenvolvimento estão a inclusão social e o Pacto pela Educação, ambos aprovados na 1ª Carta de Concertação do CDES-RS,  temas importantes e, portanto que requerem toda nossa atenção.
          A educação é caminho obrigatório a ser trilhado por um país que visa ser desenvolvido. Apesar dos avanços do último período, com iniciativas como Fundeb, Prouni, Reuni entre outros, sabemos que ainda há muito a ser feito. Algumas iniciativas mais recentes, como o programa de intercâmbio para estudantes da área de tecnologia e engenharias, a expansão da rede federal de escolas técnicas e o Pronatec se somam a estes avanços.
Entretanto questões como o papel do ensino médio, a erradicação do analfabetismo, a valorização dos profissionais da educação e a popularização do ensino superior ainda são desafios a serem vencidos. Providências urgentes devem ser tomadas para acabar imediatamente com as escolas de lata no estado, e ser pago o piso nacional aos professores.
         Ainda em 2011 será aprovado o novo Plano Nacional Educação 2011-2020 com as metas para este período. Esse plano deve ajudar a vencer a guerra, mas já na sua formulação o movimento educacional enfrenta grande batalha para aprovar o investimento de 10% do PIB para a educação até 2014, fator vital pra uma educação à altura dos desafios do país.
         Está na ordem do dia também a valorização do trabalho e o redirecionamento da política macroeconômica do governo Dilma. A redução da jornada de trabalho para 40 horas pode alavancar a geração de empregos e impulsionar a distribuição de renda no país. Já a política macroeconômica de juros altos e câmbio sobrevalorizado é um gol contra à indústria nacional e ao progresso social do povo brasileiro.
          É no extrato dessas batalhas cotidianas dos mais diversos interesses que surge um novo país. E sem dúvida, é a participação popular o elemento mais rico nessa construção, pois o Brasil precisa ser grande. Necessita ser justo e, sobretudo cada vez mais democrático.
Leonardo Silveira